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quarta-feira, abril 10, 1991

Sou toda

Hoje estou bonita – vejo-me bonita
Bonito está o meu ser, o meu sentimento, a minha pessoa.
Sou toda beleza, imortal, incontida nos contínuos caminhos
De minha matéria orgânica ou inorgânica
Sou toda esplendida, magia, doçura
Inteligência, espírito, cultura
Sou um ser ambulante de idéias e criações
Maravilhas do meu mundo autista, autônomo
Onde milhões de pessoas passam e só conseguem enxergar
A beleza imaterial mais intensamente
Não conseguem enxergar o que os olhos vêem,
Não conseguem penetrar na essência da retina
Sou toda amor, fascínio, coragem
Carinho, meiguice, bondade
Faço-me passar o que sempre sou
Talvez achada no mesmo instante do suspiro inquieto
Sou toda loucura, viagem, prazer
Sinto-me nua, sou tua, o que fazer?
Acha-me e me sinta ... cautela...
Sou toda desejo, ardente, espelho
Dá-me um beijo, roceiro, sem desespero
Acha-me e me sinta: sou sua, sou sua...
Ame-me de novo: socorro, socorro...
Sou toda paixão, luz, gozo
Fazendo amor de novo, sem nojo
Sou toda sexo belo, bem perto
Perto de você.
Ama-me, sacana!
Não sou mais fuga, loucura, brandura
Afaga-me, me pega, me faz mulher....

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