Meus vídeo-poemas

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sábado, dezembro 23, 2006

Luz


Luz do sol
Que penetra em mim
traz sementes de cores
Aquarela no horizonte
Arco íris de cetim
Luz que ilumina
Luz que me irradia
Luz que corre em oração
Lua que brota de Deus
Luz que floresce POESIA!

Dúvidas



Dúvida,
Quanta dúvida
Pra falar sobre dúvida!
Da vida, muita dúvida.
Quem duvida
Da falta de comida
Da poluída bebida
Da arte banida
Da amizade colorida
Da ferida dolorida?
Quem duvida?
Da dor admitida
Da alegria comedida
Da palavra que elucida
Da tristeza enxerida
Da verdade destemida?
Quem duvida?
Dúvida...
Muita dúvida...
Duvida???

segunda-feira, novembro 27, 2006

Anoitece


Pôr-de-sol, dia comum
Caminho na areia da praia
colhendo estrelas cadentes
em meio a um oásis de sereias.
Os céus tocam acordes de lua cheia
Trombetas anunciam a chegada da noite.
Piso em nuvens tempestuosas
dançando valsa com os ventos.
A lua reina majestosa
sobre a noite que não tem fim.
Anoitece em mim.

domingo, novembro 05, 2006

Revelação


Diante dos olhos
Súbito, claro
Uma noticia
Uma revelação.
Suave semelhança?
Mera coincidência?
Crenças dissipam-se
Máscaras caem
Quem é você?
Algo em mim partiu.
Inverno...

Envenenado


O veneno- homem
mata
Em suaves doses
aperitivo
um olhar
uma palavra
Soro antiofídico
Nada!
Uma idéia
Uma atitude
O veneno-homem
mata
Vacina

a cada amanhecer...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Insônia


Espero o sono chegar
A noite adentra em mim
cintilando estrelas no céu
vôo, sinos, tempestades...
Espero o sonho chegar
em suaves nuances de
negro luar
Escuto a melodia
do silêncio
ecoando por entre
os caminhos do vento
Espero um poema chegar
Uma palavra, um verso...
Quem sabe caia de
alguma estrela cadente
ou surja na cores da brisa
bem devagar ...
Espero o sono
Espero o sonho
Versos alados
Poesia cadente
Espero a vida passar...

quinta-feira, outubro 26, 2006

POETNIA


Poesia navegante
Portugal - Brasil
Achamento. Selvagens.
Mata. Bicho. Rio.
Língua mátria
Salve Caminha!
Terra à vista
Porto Seguro. Brasil.
Terra rica, terra fértil
Em se plantando tudo dá
Cana-de-açúcar, café, ouro
É natureza pra se fartar...
Minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá
mas os indios foram cativos
dos brancos do além-mar!
Muita luta, catequese
imposição de religião
inúmeras tribos extintas
em nome de Dom João .
E veio a Mãe África
com toda força e esplendor
mãos doces de cana
mães amargas de dor.
Luta. Escravidão
Quilombo dos Palmares
Negros vistos como gente
Poesia - Castro Alves!
Meu Brasil Brasileiro
Atabaques, bandolins
Mãos negras, mães pardas
Rosas,dálias, orquídeas, jasmins.
Meu Brasil brasileiro
José, João, Helena, Maria
juntos numa mesma face.
Brasil - Poetnia.

Sonho



José
Maré
De palavras aladas
Ondas poéticas
Num mar sem fim
Antonio
antagônico
anônimo
Tonho
(tris)tonho
risonho
um sonho
recheado
de poesia viva
sonho
de minhas noites
perdidas
Componho
meus versos
caminhando
em teus olhos
Disponho
meu coração
pra tua estrela
brilhar
em meu céu.
Tonho
sonho
da Lu(a) de cristal.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Estadia



A íris dos meus olhos
Dançam ao som do silêncio
Volúpias de paraíso
Êxtase dos ventos
Tua chegada em mim.

Construção


Grande pedra na estrada
Desejo interrompido
Atalho ao léu
Sonhos esculpidos
Traço a traço
Rocha, cor, pincel
Sonho sobre sonho
Pedra sobre pedra
Um dia chegarei ao céu!

terça-feira, outubro 24, 2006

Identidade


Sou o sol que te bronzeia a pele
Rubor - cor - sedução
Sou eu que queimo a terra
Fome - castigo - sertão
Esquento teus sonhos
Alimento tuas fantasias
Eu sou pai, sou mãe,
Sou chuva, alimento
Corro por entre as matas
À procura dos ventos
Sou limpa, turva, pálida
Escorro de teus olhos
Persigo a tua estrada
Sou estrela, azul, infinito
Dançando no mapa astral
De sua noite enluarada
Sou lucidez, fascínio, candura
Sou paz, chama, loucura
Sou entusiasmo
Sou esquecimento
Sou um deus
Vim ao mundo
transformá-lo no paraíso
Eu sou o Amor.

Amar...


Amar é...
florescer na luz do teu olhar
semear no mundo, o paraíso
cantigas pra te embalar...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Topo de mim


Vermelho poente sangra o horizonte
No topo do mundo olho a amplidão
Dentro de mim , escuridão
Salto as pedras no caminho
Já não vejo volta
Dai-me tua mão, Senhor!
Tenho medo do fim!

Navalha


Corta em fios
a pele
navalha afiada
faminta..
Arde ,
queima
sufoca
sangra-me em poças,
Cacos de mim
pelo chão..
Ah! Saudade!
traz meu amor aqui!

sábado, outubro 21, 2006

Valsa Enluarada



Quando os sinos tocarem
Os acordes da meia-noite
Quero que me leves
Numa valsa enluarada
Ao centro de tua estrada
E me faça tua deusa
Até o chegar da alvorada.

sexta-feira, outubro 20, 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

Meteorologia




Meu coração se enfeitou de estrelas
Embebedou-se de céu
Extasiou-se com teus olhos de mar
O universo conspira:
É tempo de te amar!

Anjos azuis


Anjos azuis,
Serenata em tua janela
Acordes de flautas doces
Acordam teu sorriso – aquarela
.

Notas de mim (Notas?)

















Som e silêncio
Notas de anis
Jazz, blues, rock
Acordes de cetim
Sons que semeiam uvas
Colheita fora de hora
Cacau, pêra, maçã
Laranja, lima, amora
Cores de infinito
Arco-íris, esplendor
Cinza, sol nascente
Íris, furta-cor!
Seu olhar,minha forma
Esfera, horizontal
Quadrado, Prisma
Sou tridimensional
Sou beija-f lor,
Beijo-f lores,
Semeando idéias
Em todas as cores
Sou estação... sou esta,
Sou o que vou sendo
Sou o que são.

domingo, setembro 17, 2006

Despedida


Andei pelo caminho - perdida
Tropecei em pedras - ferida
Enfrentei o mundo - atrevida
Acreditei em verdades - traída
Perdi meu rosto – bandida
Não suporto mais!
Cansaço, lágrima caída
Chegada a hora - partida
Despedida
Saída
Só ida
(não há porque dizer adeus)

terça-feira, setembro 05, 2006

Sinos e Saudade


Meia-noite
Da janela do meu quarto
escuto o badalar dos sinos
ecoando por toda cidade
Não há mais pássaros no céu
Só os sonhos voam pelo infinito
Em asas secretas, velocidade
Não há mais pássaros no céu
e ouço os sinos ecoarem
acordes de saudade
Meia-noite
Toca o sino
Tua presença me invade.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Ampulheta - Lu Oliveira/Tonho França


Um minuto
Apenas um minuto
Um minuto pra sonhar
(ainda existem sonhos)
Atravessar fronteiras
Transpor limites
Permear todos os caminhos
Desertos, firmamentos,
(ainda sei como voar)
Navegar por entre estrelas
Flutuar, lumiar...
Um minuto,
Apenas um minuto
Mas meu relógio
Acabou de quebrar .

(10/08/06)

terça-feira, agosto 01, 2006

Súplica


Por que não me deixa em paz?
Por que por onde eu vou
você vem sempre atrás?
Por todo caminho
você me persegue
Nos momentos de glória
Sua sombra me converge
Num rio de águas profundas
seu braço me imerge.
Por que não me deixa em paz?
Presente no sono, no sonho
No amor e na saudade
Olhares, sorrisos, lágrimas
Em tudo você me invade.
Saia da minha vida
Não lhe quero por perto
Você seca minhas raízes
Faz de mim um frio deserto
Olhar gélido que petrifica minha alma
Por que não me deixa em paz?
Por que não me deixa em paz?
Vá embora, tristeza!
Não volte nunca mais!

quinta-feira, julho 20, 2006

Se...


Se eu tivesse uma varinha mágica
faria brotar rosas em tuas paredes
rosas vermelhas e perfumadas
que te fariam sempre seduzido
a sonhar teu sonho preferido.
Se eu tivesse uma varinha mágica
ladrilhava teu caminho de estrelas
estrelas cadentes e faceiras
que reluziriam teu jardim
como se fosse um canteiro de cetim.
Mas como não tenho uma varinha mágica
Vou tentar fazer a coisa mais certa
Tentar criar a palavra correta
pra que entendas, poeta
que eu sou a tua poesia predileta!

quarta-feira, julho 19, 2006

Mãos dadas


Não solta a minha mão
Que o caminho é longo
Tanto tempo de espera
Atravessando tempos e espaços
Buscando-te em cada vôo alado
É chegada a hora .
Não solta a minha mão .
Teus passos caminham com os meus
Juntos na mesma estrada
Dura, fria, perene, florida
Eu e tu, tu e eu.
É chegada a hora.
Não solta a minha mão .
Estou atada ao teu braço
Seguindo em nosso barco
Amarrado a uma estrela
Rumo ao infinito ..
Segura firme...
Não solta a minha mão!

domingo, julho 09, 2006

Confissão


Que poderia dizer-te, amor meu
que já não tenhas percebido
em meus olhos
que já não tenhas pressentido
em meus gestos
que já não tenhas observado
em minhas inquietações?
Que poderia dizer-te, amor meu
que já não tenhas sentido
em meu olhar sedento de ti
que já não tenhas lido
em minhas humildes palavras
que já não tenhas vivido
em nossas vidas passadas?
Que novas palavras teria que inventar
para mostrar-te a grandiosidade
deste sentimento que nos une,
a força impetuosa deste amor
tão meu, tão teu, tão nosso!
Que outras poesias teria que criar
para enaltecer meu amor por ti,
amor que me faz transcender
minhas próprias limitações
e que faz de mim tua companheira imortal...
Que mais poderia dizer-te, amor meu
além de confessar que te amo?

segunda-feira, junho 26, 2006

Sou tua poesia


Sou tua rua, tua esquina
Sou teu verso, sou tua rima
Sou teu nascente, teu poente
Sou teu povo, sou tua gente
Sou tua lua, teu céu
Sou tua flor, sou teu mel
Sou tua chuva, teu vento
Sou teu murmúrio, sou teu lamento
Sou teu outono, tua primavera
Sou teu quadrado, sou tua esfera
Sou tua cerveja, teu vinho
Sou tua estrada, sou teu caminho
Sou teu riso, teu canto
Sou teu choro, sou teu descanso
Sou tua noite, sou teu dia
Sou tua com maestria
Sou tudo que te contagia
Sou tudo que te inebria
Sou tudo que te irradia
Poeta, sou tua POESIA!

domingo, junho 25, 2006

Sentimento


Sentimento profundo
acercou o meu mundo
e me fez enxergar
a beleza da vida
a beleza do ser
sentimento profundo
me fez liberta
me acercou de você.

sexta-feira, junho 23, 2006

Meu colo-mãe


Vem...
Aninha-te em meu colo
Nada há de acontecer de mal
Sou teu consolo, teu refúgio
Teu porto seguro, tua nau...
Aninha-te em meu colo
Que aquela dorzinha passa
Arranhões, beliscões, topadas
Até aquela birra ou pirraça
Aninha-te em meu colo
Do meu ventre nasceste
És minha menina, minha flor
Minha jóia, meu sol nascente...
Por ti tenho forças pra continuar
Pra ladrilhar de flores o teu caminho
Mas flores também tem espinhos
Se te ferirem, corre pro meu ninho!
Aninha-te em meu colo
Aninha-te em meu calor
Pra sempre tua mãe serei
Meu nome é amor!
Vem...
Aninha-te no meu colo
Nada há de acontecer de mal
Sou teu consolo, teu refúgio
Teu porto seguro, tua nau...

terça-feira, junho 20, 2006

Quem é esta mulher?


Quem é esta mulher
Que passa apressada
Toda cheia de graça
Finge que não me vê
Só pra fazer pirraça?
Quem é esta mulher
Que caminha lentamente
Com seu olhar de serpente
Exibindo curvas envolventes
Que me deixa fascinado
Parecendo um demente?
Quem é esta mulher
Que exala seu perfume
Que me incendeia feito lume
Me embriaga com sua beleza
Mas a mim parece imune?
Quem é esta mulher
Fêmea no cio
Em total desvario
Esbarra no meu sentimento
Coração louco vadio...
Quem é esta mulher
Que roubou meu coração
Que me deixou sem ação
Louco apaixonado
Por que só me diz Não?
Quem é esta mulher?

segunda-feira, junho 19, 2006

Ausência


Ausência
Companhia ingrata
M
xxA
xxxxL
xxxxxxT
xxxxxxxxR
xxxxxxxxxxA
xxxxxxxxxxxxxT
xxxxxxxxxxxxxxxA
Este coração
Que só quer te amar...
Ausência
Triste presença
M
xxxA
xxxxxC
xxxxxxxH
xxxxxxxxxU
xxxxxxxxxxxC
xxxxxxxxxxxxxA
este coração
que não agüenta mais
te esperar
Ausência
Presença constante
Ânsia latente
Desejo de te encontrar...

Paraíso


É ter o mar batendo nas pedras
E o pôr-do-sol do seu olhar
É sentir a maresia na pele
E viajar no branco luar
É falar o português
E não ter vergonha de sonhar
É acordar contigo
E não cansar de te olhar
É viver na Bahia
E ter o poder de encantar
É comer acarajé aos domingos
E ter um poeta pra te amar...

terça-feira, junho 13, 2006

Caminhada


Caminhei pela praia
vento soprava meu rosto
leve brisa que acariciava
que amansava meus monstros.
Fiz castelos de areia
torres altas e longínquas
Depositei meus sonhos
regados com lágrimas
Pus dragões a protegê-los
Construí segredos
grão em grão
e fui tecendo vagarosamente
com fios de luz
guardados, secretos
adornados de estrelas
protegidos pelo firmamento
até o dia
em que lhe encontrasse
em que me encontrasse
e quando o vi
foi tudo tão simples
o amor era tão simples
que não pedia
nada mais
do que o milagre
do sol nascente
Caminhei pela praia
meus passos já não eram
só meus...

domingo, maio 28, 2006

Protege-te de mim!


Protege-te de mim!
Da força de tuas pernas
que podem minhas muralhas pular
Da doçura dos teus olhos
que podem minha vida adoçar
Da carícia de tuas mãos
que em minhas mãos podem tocar.
Protege-te de mim!
Da brandura do teu abraço
que faz meu corpo aquecer
Do calor do teu corpo
que faz meu corpo gemer
Do encanto da tua poesia
que faz minha vida renascer...
Protege-te de mim!
Protege-me de ti!

Não me toque!


Não me toque!
Eu tenho medo do escuro
Não tente pular o meu muro
Deixe meu coração permanecer duro.
Não me toque!
Eu tenho medo de mim
Do seu cheiro de jasmim
Dos teus olhos de cetim
Dos meus medos enfim.
Não me toque!
É tão insegura a minha estrada
Tanta dor, rancor e mancada
Que amar já não vale nada.
Não me toque!
Que já sinto você vindo
Chegando e partindo
E meu coração se ferindo...
Não me toque!
Não me sinta!
Não me deixe só...

quinta-feira, maio 25, 2006

Aconteceu você


E aconteceu você
Meio sem perceber
Entrou de fininho
Instalou-se e fez ninho
Entrou em meu coração
De maneira tão veloz
Que nem deu tempo de ouvir a voz
Que cochichava em meu peito:
Amor dói...
Amor dói...
E aconteceu você
Passeando pelos meus pensamentos
Incutindo-me ardores e desejos
Trazendo cores em aquarela
Pintando de azul meu céu cinzento
E aconteceu você
E aconteceu você
Desliguei-me do mundo
Mergulhei no abismo
Só pra me perder com você...

terça-feira, maio 23, 2006

Melancolia

M elancolia
E negrece minha noite
L iquida minha fantasia
A vulta meu desespero
N imbo de lágrimas vadias
C isma em fixar morada
O tempo todo, noite e dia
L ouva a minha tristeza
I ntimida minha alegria
A h...triste melodia!

sábado, maio 20, 2006

Quando te vejo

Quando te vejo
A pele arrepia
Frio que percorre
Desejo que contagia
Teu olhar me excita
e me fascina a tua ousadia
Teus olhos me desnudam
arrancam-me todas as roupas
ativam-me todos os sentidos
Entrego-me ao delírio
Embarco na tua fantasia
Sinto-te em meu corpo
Eu sou tua
Tu és meu
Até o amanhecer do novo dia...

quarta-feira, maio 10, 2006

Enquanto sonho

Enquanto sonho
o mundo cochila
as sombras acordam
a noite avança
as horas passam.
Enquanto sonho
a guerra fere
homens matam
crianças choram
as horas passam.
Enquanto sonho
bares cheios
cheias taças
corpos se unem
a paixão exalta
as horas passam.
Enquanto sonho
nasce uma criança
brota um jardim
aves voam
sorrisos ecoam
as horas passam.
Enquanto sonho
vivo teu cheiro
sinto tua voz
sonho teu sonho
perco meu sonho
as horas passam
os sonhos passam
a vida passa
enquanto sonho...

domingo, maio 07, 2006

Renascer

Sou nova a cada dia
Amanheço em cada estrela cadente
Anoiteço acompanhando o pôr-do-sol
Enterro minhas mágoas na areia da praia
Por cima dela caminho ao sabor dos ventos
Vento leste que desnorteia meus cabelos
E embalam meus pensamentos desvairados
Atiro-me à vida...anseio viver
Chegam-me as feridas que fazem sofrer
Chegam-me as alegrias que fazem sorrir
Chega-me a morte que faz renascer
Sou fênix...e das cinzas volto a viver.

quarta-feira, maio 03, 2006

Imagem em mim

Em cada email que leio
ainda sinto teu perfume
no canteiro do meu peito
ainda sinto a fragrancia
de tua flor quase murcha
A distância é dor ingrata
Tua ausência só me maltrata
E vivo a esperar sua imagem
que está germinada em mim
e ninguém a mata...

segunda-feira, maio 01, 2006

Surdez

Em meus castelos de areia
enterro minhas desventuras
minhas amarguras e devaneios
E cada grão de areia tocado
é banhado com as lágrimas
da decepção
AS estrelas cadentes
não iluminam meu rosto
E no meu coração
reina a escuridão
Um grito engasgado em meu peito
De que adianta?
A surdez do mundo me emudece.

domingo, abril 30, 2006

À espera

À espera de um novo dia
Que nunca chega
Que sempre passa
E jamais me penetra...
À espera do novo
à espreita do velho
e a vida vai passando
Aqui
Ali
Vejo tudo passando
E só eu ficando...

segunda-feira, abril 24, 2006

Três pontos

Foi naquele dia
Entre emails e chamadas
Um clique e algo mais
Que tudo começou...
Por trás da tela
um ser desconhecido
um ser tão cativante
que logo mexeu comigo...
Um vício se estabeleceu
Vontade de se falar
Desejo de se encontrar
Encontros e desencontros
Três pontos
E fim!

sábado, abril 15, 2006

O mesmo amor

O amor que corre avidamente
pelas minhas veias
aquecendo minha alma
esquentando meu coração
é o mesmo que inunda ferozmente
meu oceano transbordado em lágrimas.
O amor que fortalece e extasia
que dá vida aos sonhos
que faz versos e rimas
é o mesmo que enfraquece a alma
que fere a poesia
O amor que nasce de repente
brota, cresce, me faz sentir gente
é o mesmo que me engasga
que me fere e machuca
me mata lentamente
O amor que enobrece
é o mesmo que humilha
O amor que ilumina
é o mesmo que tira a luz
O amor que pede paz
é o mesmo que induz a guerra
O amor que nasceu em mim
é o mesmo que deve morrer.

quarta-feira, março 29, 2006

Não vem

Pés descalços
Areia fina
Mar sereno
A lua guia
Corpo molhado
Seios arrepiados
Pernas queimam
Olhos fixos
Desejo ardente
E você não vem...

Preto

Vestido preto
Branco luar
Noite clara
Lua cheia
Ondas a quebrar
Impulso na veia
Corpo molhado
Pés na areia.
Vestido colado
O corpo arrepia
àgua gelada
Calor latente
Solidão grita
Solidão lateja
Saudade insistente
Onde você está, estrela?

quarta-feira, março 01, 2006

Contradição

Sou a minha própria contradição
Fito-me no espelho
Vejo um ser sem perfeição.
Inquieta.
Ridícula.
Louca em plena ação.
Há uma voz que grita em mim
E a razão a faz calar
Vivo o côncavo
Mas sou o convexo
e fica tudo sem nexo...
Espelho, espelho meu
Quem sou eu?
Sou a minha própria contradição.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Dá licença?

Me dá licença?
Preciso falar
Todas as palavras guardadas
Todas as atitudes freadas
Tudo que guardei
Tudo que não expressei
Preciso por pra fora
Preciso ir logo embora
E arrancar do meu peito
essa tristeza ingrata
essa saudade que maltrata...
Me dá licença?
Preciso olhar em seus olhos
Sentir que foi tudo um grande engano
Que nunca fiz parte de seus planos
Que você nunca me quis
Que jamais poderia lhe fazer feliz...
Me dá licença?

sábado, fevereiro 18, 2006

Domingo

Domingo
Dia de maresia
Solidão me abraça
Me deixa sem graça
Me deixa vazia
Penso em você
Saudade maltrata
Saudade ingrata
Mais um domingo
E você não passa...

Uma palavra

Uma palavra.
Sim!
Basta só uma palavra tua
E poderei liberar meu coração
ou aninhá-lo ao teu
Poderei viver cada domingo
a espera de teu beijo
ou arrancar o doce
que ainda trago nos lábios meus.
Uma palavra.
Basta só uma palavra tua.
E poderei caminhar solitária
ou segurar em tuas mãos
Poderei te aguardar em nossa cama
ou me jogar inteira no chão.
Uma palavra.
Basta apenas uma palavra tua!

domingo, fevereiro 12, 2006

Descobrir

Imaginar
Voar, sair
Sobrevoar o universo
numa viagem sem fim
Poder andar por sobre as águas
e não ter medo de cair
Escalar montanhas
Sentir o fundo do mar
Ver uma criança sorrir
Saborear todos os doces
Experimentar todos os temperos
Deixar o sentimento fluir
Fazer todas as viagens
Conhecer o planeta como a palma da mão
Deslumbrar-me com toda essa beleza
Tudo isso só para me descobrir...

Herói

Contos de fada
Princesas perfeitas
Príncipes incríveis
Madrastas más
Bruxas horríveis
Mocinhos e bandidos
O bem herói
O mal vilão
Dia-a-dia
Mulheres perfeitas?
Homens incríveis?
Trabalho, stress
Assaltos, violência
Contas a pagar
Casa pra cuidar
Filhos pra educar
O mal vilão
O bem herói
Mulheres perfeitas
Homens incríveis
Todos heróis
Nesse mundo bandido.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Deus e eu

Penso
O céu se abre
e posso beijar as estrelas
Sonho
Mergulho no mar
e posso acariciar os peixes
Choro
Sobrevôo o planeta
e posso acompanhar os pássaros
Medito
Caminho pelo mundo afora
e posso sentir Deus
e Ele fala comigo:
Filha, o mundo é seu!
Pense, Sonhe, Chore, Medite
Seja feliz!

Poemeu

Poema que me desnuda
Poema que te seduz
Poema que me derruba
Poema que te traz a luz
Poema de todo jeito
Poema do jeito meu
Poema que até caleja
Poema do olhar teu
Poema que fere
Poema que ama
Poema que te manda embora
Poema que te chama
Poema de calmaria
Poema de desespero
Poema sem sabor
Poema de tempero
Poema de todo jeito
Poema do jeito teu
Poema de qualquer jeito
Poemeu.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Arrancar-te de mim

Eu quero te arrancar de mim!
Destilar toda essa cachaça
que embriaga meu pensamento
Transfundir todo esse sangue
que pulsa em meu coração
Desenterrar toda essa raiz
que me prende à tua terra
Eu quero te arrancar de mim!
Desatar esse nó
que me enlaça a ti
Desfazer esse laço
que amarra minha emoção
Digerir essa comida
que alimenta minha alma
Eu quero te arrancar de mim!
Eu preciso te arrancar de mim!

Lembra-te

Lembra-te de mim
quando for possível
ou quando fores capaz
Lembra-te de mim
como uma estrela cadente
repleta, faceira, fulgaz
que passou por tua vida
como algo que o vento traz.
Lembra-te de minhas palavras
versos e rimas
e de tudo que eu quis contar
Lembra-te de meu olhar
do meu sorriso
e de tudo que eu quis sonhar
Lembra-te de minhas mãos
de meus lábios
e do quanto fui capaz de amar.
Lembra-te de mim
quando for possível
ou quando fores capaz
Lá dentro de ti
há um lugar só meu
e de ninguém mais.
Lembra-te de mim
apenas se fores capaz!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Ser poeta

Ser poeta é ser mágico
é tirar da cartola da vida
surpresas inimagináveis
O poeta enxerga onde ninguém vê
O poeta escuta o que ninguém ouve
O poeta inala o perfume do mundo
retira todas as fragrâncias
absorve todo o calor e todo o frio
e enche de tudo esse mundo vazio...
O poeta usa pincel multicolorido
faz da vida uma grande aquarela
O poeta dança sozinho na noite silente
abraçado a lua,
sonhando somente em ter como sua
quem sempre anda ausente,
O poeta sofre porque
ama quem não o vê
A vida parece inocente, mas sem perceber
deixa sempre o coração do poeta,
nas mãos de quem não pode ser....

Lu Oliveira/Tonho França

Nem tudo

Nem tudo que me encanta
é capaz de me seduzir
Nem tudo que me atinge
é capaz de me ferir
Nem tudo que me amarra
é capaz de me prender
Nem tudo que me corta
é capaz de adentrar minha alma
Nem tudo que falas
Nem tudo que calas
Nem tudo que pensas
Nem tudo que fazes
Nada é capaz de me apagar
Nada é capaz de me calar
Nada me fará deixar de te amar...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Esta noite

Esta noite quero me vingar
de todos os dias tristes
quando nada fez sentido
quando tudo se fez perdido
Esta noite quero festejar
todos os dias felizes
quando sentia-te comigo
quando tive um amigo
Esta noite quero relembrar
de todos os dias frios
em que pude sentir a maresia
exalando toda sua poesia
Esta noite quero abraçar
todas as noites de lua cheia
em que tive meus pés sujos de areia
a caminhar pela praia alheia
Esta noite quero apenas partilhar
todos os momentos de vida
todos os momentos de dor
tudo que vivi e que sonhei
Esta noite quero o céu
quero as estrelas
quero pensar que existe o infinito
um abraço, um sorriso
e que o mundo é tão bonito
Esta noite quero reclamar
de tudo que a vida me aprontou
sem ao menos me avisar
deixando preso na memória
tudo que desejei alcançar.
Esta noite quero explorar
todo oceano em minha alma
e lembrar que todo pôr-do-sol
me energiza e me acalma.
Esta noite quero amar.
Esta noite quero amar.
Esta noite quero apenas te amar.

Crianças crentes

Crianças crentes
Crianças carentes
Moça, me dá um trocado?
Ei, me arruma um cigarro?
Mundo perverso
Tudo incerto
Olhar pra frente
Não existe futuro
Só existe o escuro
E a vida em luto
Crianças crentes
Crianças carentes
Esperança latente
Moça, me dá um sonho?
Ei, diz que a vida é diferente..
Não seremos em vão, seremos?
Ei moça, moça ...seremos?
veremos as sementes?
Crianças crentes
Crianças carentes
Olho pra frente
e não me sinto gente
Crianças crentes...
Crianças carentes
de um mundo decente...


Lu Oliveira / Tonho França

terça-feira, janeiro 03, 2006

Nunca

Nunca estou perto o bastante
pra decifrar teus olhos
nem distante o bastante
para esquecê-los
Nunca estou perto o bastante
pra sentir teu calor
nem distante o bastante
a ponto de sentir frio.
Nunca estou perto o bastante
pra entender sua verdade
nem distante o bastante
pra descobrir sua mentira.
Nunca estou perto o bastante.
Nunca estou distante o bastante.
Nunca estou contigo.
Nunca estou comigo.
Nunca seremos nós.