Meus vídeo-poemas

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sexta-feira, novembro 30, 2012

Perfeição?





 
             Mais uma manhã nublada que vejo adentrar pela minha janela. Um dia comum, rotina. Mal abro os olhos e uma chuva de compromissos inundam meu dia: dar a mamadeira do bebê, acordar as filhas mais velhas, tem exame de sangue pra fazer, tem que pegar o resultado de outros exames, é dia de pegar o resultado escolar, é dia para pagar recuperação, tem que ir ao banco pedir empréstimo, acabou a água mineral, ligaram informando que a consulta foi adiada, hoje tem paralisação das escolas, pegar os contracheques, reclamar dos erros no salário, comprar material para a reforma da casa, levar o bebê para tomar vacinas, consertar notas erradas, elaborar provas de recuperação, já temperei o peixe do almoço? E ainda são 10 horas da manhã...
            Como poder manter um sorriso estampado na cara o dia inteiro se a vida é cheia de atropelos? Uma mãe sozinha com seus três filhos em idades distintas pode ficar sem rugas? Pode não ter um ataque de ansiedade e assaltar a geladeira? Como posso ser perfeita?
          Mal o dia começa e uma enxurrada inunda meu ser. Uma angústia no peito, uma sensação de cansaço, de " não consigo mais". O dia a dia da gente, mulheres sozinhas, chefes de família, mãe, profissional, mulher, dona de casa, faxineira, cozinheira...não está nada fácil. E ainda dizem que a mulher é sexo frágil? Como dizia Erasmo Carlos: " Mas que mentira absurda!"
            E o dia vai passando, e com ele a agenda vai sendo vivida, minuto a minuto. Aos poucos entro na rotina, resolvo as coisas, esqueço outras e a vida segue seu rumo.
           Não existe perfeição alguma em ser mulher na sociedade atual, o que tento todos os dias é ser feliz!

domingo, novembro 11, 2012

Ânsia


 

um dia traz outro dia
o sol alimenta a alma
assim que se levanta
...

o mundo não para
pra que problemas
sejam resolvidos

que bom que o sol
vai voltar amanhã...

11/11/12

quinta-feira, novembro 08, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

IMPLOSÃO


É dor.
um fisgar no peito
cada hora, cada minuto
doses homeopáticas
de suave anestésico
 
no peito explodem
dinamites de medo
toda uma construção
implode em segundos
 
uma dor que traz
à tona outra dor
escondida sob sete vidas
 
um flash back da memória
 
ergui uma imensa construção
em cima da dor calada
imperiosa arquitetura
sustentada em pilares no
silêncio do tempo
 
em segundos tudo emerge
duas dores se encontram
em uma só cicatriz
 
hoje dói mais
hoje dói demais
 
Luh Oliveira
07/11/2012 - 00:26h