Meus vídeo-poemas

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terça-feira, novembro 11, 2014

Entre luas



entre luas
teu beijo
tocou
face plúmbea
inócua
serena

entre luas
teu olhar
fitou desertos
achou semente
regou terra

entre luas
estilhaços de
passado
acertaram
meu céu

e entre luas
fiquei
lu_a
me tornei

nua
lua
tua

entre as luas
do teu firmamento

Abs-tens(ç)ão



abstenho-me de  sangue
para que corram ideias
nas veias
abstenho-me de  voz
para que cantos ensurdeçam
meus domínios
abstenho-me de sonhos
para que o hoje me apunhale
nos olhos e nariz
abstenho-me de laços
para que os nós se desfaçam
na garganta
abstenho-me
abs...tenho a mim
abstenho-me de mim.

Portal

que me importa
se tua aorta
não comporta
o sangue
que me exorta?

palavra torta
rima morta

o verso recorta
a garganta do tempo
e exporta
e transporta
toda a vida
que a poesia

conforta.