Meus vídeo-poemas

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terça-feira, novembro 03, 2015



Quando um pedido de perdão faz abrir as feridas pensadas estarem cicatrizadas pelo tempo. Dores que vem à tona e abarcam as lembrancas com tamanha nitidez que é possivel sentir o cheiro, ver o rosto, escutar a voz, e tudo que fez a alma sangrar. Reviver e sentir no corpo toda a dor de outrora. 
Uma leve angústia toma conta e aperta o peito. Parece que o tempo não passou. O medo e a fragilidade chegam e querem se apossar. Outras situações similares abrem ainda mais a ferida e põem a prova o que fiz da minha vida. Em alguns momentos sou criança que quer colo e pede proteção, proteção esta que não me foi concedida em tempos de infância. As tranças e os cabelos ao vento lembram-me de que percorri o caminho e segui em frente. Sempre em frente. Mesmo que muitas vezes a trilha tenha sido alterada., ainda assim segui. Guardei tudo, tapei os buracos, floresci. Mas algo que ainda dói depois de tantos anos não pode ter sido perdoado. Perdão gera esquecimento. A lembrança existe mas não dói. Não foi o que constatei. Precisei olhar o desconhecido, contemplar ondas e areias, aninhar-me ao estranho em tapetes e tentar ver-me no cristal do tempo para entender que só o perdão é capaz de por fim a dor,